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Assédio Sexual

Assédio Sexual

Assédio sexual foi tema de uma live que fiz com a Claudia Renzi, sexóloga e psicóloga e, principalmente, amiga muito querida.
Quando eu fui pesquisar sobre o tema, do ponto de vista social e legal, vi que muitas coisas são consideradas assédio. Mas mais que isso, percebi que muitos de nós em algum momento da vida já sofreu assédio sem se dar conta disso. Portanto sem poder se defender.
Isso porque muitas práticas de assédio são aceitas pela sociedade como normais. MAS NÃO SÃO!
Tudo que fere, magoa, é invasivo e constrange não é normal.
Para que eu, você e todas as pessoas possam aprender e mudar o “normal”, decidi fazer esse post e colocar aqui as definições de assédio.

O que é assédio sexual?

É assédio sexual uma investida de conotação sexual, não aceitável e não solicitada, ofertas de favores sexuais, busca de contatos físicos ou verbais que estão envolvidos em uma atmosfera hostil e ofensiva. Portanto, o assédio é uma forma de violência contra qualquer pessoa e considerado um tratamento discriminatório, tendo como única definição o termo de inaceitável.

O que caracteriza o assédio?

Vários comportamentos caracterizam o assédio, como:

Violência física e violência mental

Coerção (forçar a pessoa a fazer o que não deseja)
Ela pode ser prolongada, como a repetição de piadas ou frases de conotação sexual, convites constantes para sair ou conversas impróprias de natureza sexual, ou pontual, como tocar uma pessoa de forma inapropriada, ou ainda violação e abuso sexual.

Gênero e assédio

Engana-se quem pensa apenas no clássico homem que assedia mulher. Existe assédio por parte de pessoas do mesmo gênero e mesmo homens também são assediados por mulheres.
Mas por uma História milenar de cultura patriarcal o assédio sexual, na maior parte das vezes, está relacionado com o sexo diferente entre as pessoas, o que o leva a ser considerado discriminatório.

Conduzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), um estudo estabelece que “o assédio sexual está intrinsecamente ligado com o poder e, na maioria das vezes, acontece em sociedades em que a mulher é tratada como objeto sexual e cidadã de segunda classe”.
Exemplo clássico dessa situação é quando uma mulher é levada a oferecer favores sexuais em troca de trabalho, de promoção ou de aumento salarial, ou mesmo quando ocorre o assédio sexual de rua, que pode ser desde um som ou assovio, passando por palavras ofensivas ou até violação sexual. Nesse último caso, o assédio sexual se torna um crime, que é o estupro, se a vítima for mulher, ou atentado violento ao pudor, se a vítima for homem. Nestes casos, o agressor tem que ser processado criminalmente pela vítima,

É importante destacar o fato de que o assédio sexual não é a mesma coisa que a relação consensual entre duas pessoas. Trata-se de uma ação que não é aceitável, que provoca ofensa e preocupação e que pode se tornar perigosa, seja física ou emocionalmente. Uma vítima de assédio sexual pode se sentir intimidada, envergonhada ou ameaçada.

O que é considerado assédio?

O assédio sexual e sua definição dependem muito da cultura ou do país. Existem, entre nós brasileiros, algumas situações que podem ser claramente definidas como assédio:

  1. Conversar ou contar piadas com caráter obsceno e sexual;
  2. Compartilhar ou mostrar imagens ou desenhos de conotação sexual;
  3. Enviar cartas, e-mails, mensagem ou fazer ligações telefônicas de natureza sexual;
  4. Avaliar uma pessoa unicamente pelos seus atributos físicos;
  5. Fazer comentários sexuais sobre a forma de se vestir ou se apresentar;
  6. Assobiar ou fazer sons inapropriados em público;
  7. Fazer gestos ou emitir sons de natureza sexual;
  8. Fazer ameaças diretas ou indiretas com o objetivo de conseguir favores sexuais;
  9. Convidar uma pessoa repetidamente para manter relações sexuais ou para saídas;
  10. Insultar ou dizer palavrões;
  11. Olhar de forma ofensiva;
  12. Levantar questões inapropriadas sobre a vida sexual de alguém;
  13. Abraçar, tocar, beijar ou encostar-se a uma pessoa sem permissão;
  14. Seguir uma pessoa ou tentar controlá-la;
  15. Tocar uma pessoa para que outros vejam;
  16. Molestar com palavras ou gestos;
  17. Atacar sexualmente.

O que fazer quando sofro assédio?

Não tenha medo de falar sobre isso.

Procure ajuda, guardar esse momento só causa mais dores e sofrimento.

Não se culpe, não dê desculpas para o agressor, ele está errado.

Registre o assédio se puder.

Não se deixe intimidar, eu sei que é difícil, e você vai se deparar com pessoas que vão dizer que não é bem assim ou que você entendeu errado ou ainda te perguntar o que você fez para provocar. Não ouça, não permite que o outro dite o que te fere ou não. Como dizia minha avó “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. E do mesmo jeito que você encontrará pessoas assim, também terão pessoas que estarão dispostas q te apoiar.

No caso dos homens, esqueça o que os outros vão dizer… Você não é menos homem porque se sentiu agredido sexualmente por alguém e você também tem o direito de dizer não.
O assédio sexual pode ocorrer em qualquer lugar, no trabalho, na escola, nas lojas ou clubes, nas ruas e nos transportes públicos e até mesmo dentro de casa. Ou seja, tudo o que possa ser encarado como comportamento sexual inaceitável é classificado como assédio sexual.

O assediador não apresenta um padrão, podendo ser o empregador, um colega de trabalho, um estranho ou um falso amigo. Sendo assim, o assédio sexual é algo que não tem forma e pode ocorrer a qualquer momento e o assediado deve encontrar meios para se defender.
Quem foi assediada sexualmente pode registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia de polícia. Para as mulheres existem as delegacias da mulher.

Outros tipos de assédio

O tema desse post é assédio sexual, que pode acontecer sozinho, mas normalmente vem acompanhado de outros assédios, principalmente quando acontece dentro de casa. Vamos conhecê-los também?

Assédio Moral

Assédio em que a pessoa é submetida a humilhações e constrangimentos. Ou seja, acontece muito em ambientes de trabalho ou no ambiente escolar quando também é chamado de Bullying.
Não temos no Brasil uma lei específica que caracterize o assédio moral e nem o assédio moral no trabalho, mas situações que se “encaixam” nesse tipo de assédio são enquadradas como crime de danos morais.

Assédio Verbal

Assédio que normalmente fingimos não existir, principalmente quando vem de alguém próximo. Ele se caracteriza por atos em que ocorrem xingamentos, vaias, ridicularização, insultos, provocações ou ameaças contra uma pessoa.
O assédio verbal é considerado um delito no Brasil, protegido pela lei de injúria. Quem sofre esse tipo de assédio pode ser indenizado por Danos Morais.

Assédio Virtual

Ofender, hostilizar ou importunar uma pessoa ou um grupo específico, espalhar boatos (fake News) através das redes. Ameaças, comentários sexuais ou pejorativos, divulgação de dados ou informações pessoais e a propagação de discursos de ódio feitos na internet se enquadram em ações de assédio virtual.

Assédio psicológico

Também é o tipo de assédio que a gente finge que não existe e talvez seja o mais perigoso, pois as vítimas de violência psicológica na maioria das vezes demoram a perceber que estão sendo abusadas e assediadas. O assédio psicológico também pode ocorrer de várias maneiras e pode se manifestar por meio de comportamentos ofensivos, persistentes, insultuosos, abusivos, intimidatórios e até mesmo por meio do abuso de poder.

Como disse no começo do texto, todos nós em algum momento da vida sofreu algum tipo de assédio sexual ou moral sem perceber, ou mesmo que tenhamos percebido, talvez não soubéssemos o que e como fazer. Mas agora eu te digo, você não está sozinho! Existem pessoas que sofrem ou sofreram a mesma violência, existem pessoas que se preocupam e podem ajudar. Mas você tem que dar o primeiro passo e buscar a ajuda. Você é especial e merece mais dessa vida! Qualquer dúvida ou orientação eu estou por aqui.